<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658</id><updated>2012-02-15T23:53:43.043-08:00</updated><title type='text'>Sobre tudo pouco visto, mas benquisto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-3612480614128471441</id><published>2011-01-10T02:02:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T02:03:34.462-08:00</updated><title type='text'>Tarefas do Google</title><content type='html'>Tarefa: pesquisa no Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As respostas devem ser encontradas na PÁGINA DE BUSCA do Google, e não em outros sites, por exemplo, UOL, Climatempo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Fazer o cálculo matemático: 8² (47x84).&lt;br /&gt;2 Calcular a cotação de R$154,50 em Libras.&lt;br /&gt;3 Digite do Google “prefeitura de são” (use as aspas para que as palavras da frase se mantenham unidas e na mesma ordem) e acrescente algum elemento para que na primeira página de resultados do Google não apareça somente conteúdo sobre a cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;Descubra o significado das palavras informática, trabalho e augusto no resultado da busca do Google.&lt;br /&gt;4 Encontre um arquivo em formato de documento do Word cujo conteúdo seja uma obra completa do autor Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;5 Verificar a previsão do tempo na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;6 Faça uma pesquisa no Google cujo resultado na primeira página tenha, para cada site indicado, alguma referência do campeonato brasileiro de futebol de 1993, 1994 e 1995. (importante: os três campeonatos devem ser citados pelo menos uma vez na primeira página da busca)&lt;br /&gt;7 Traduza os versos das seguintes músicas e descubra quem são seus compositores (para fazer a tradução, use o tradutor do Google):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Cuando la luz del sol se esté apagando&lt;br /&gt;Y te sientas cansada de vagar,&lt;br /&gt;Piensa que yo por ti estaré esperando&lt;br /&gt;Hasta que tú decidas regresar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hold your hand out, you silly girl&lt;br /&gt;See what you've done&lt;br /&gt;When you find yourself in the thick of it,&lt;br /&gt;Help yourself to bit of what is all around you, silly girl&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;8 Pesquise e descubra o significado de seu nome (navegue por outros sites).&lt;br /&gt;9 Escreva três importantes acontecimentos históricos ocorridos no ano do seu nascimento (navegue por outros sites).&lt;br /&gt;10 Digite Black Google e, depois, clique em “Estou com sorte”.&lt;br /&gt;11 Use o Google mapas para saber o melhor caminho usando transporte público da Rua do Orfanato (Senac) até a Rua 25 de março.&lt;br /&gt;12 Cite uma música tocada no filme Curtindo a Vida Adoidado (Navegue por outros sites).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-3612480614128471441?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/3612480614128471441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2011/01/tarefas-do-google.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3612480614128471441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3612480614128471441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2011/01/tarefas-do-google.html' title='Tarefas do Google'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-4909545482799853773</id><published>2010-08-04T20:52:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T21:00:19.580-07:00</updated><title type='text'>A Lei</title><content type='html'>Sim, se ao destinos não destinamos e somos destinados, destinados estamos a viver pela nossa própria lei sem punição se quisermos. Todo homem tem direito de ser aquilo que quiser, pois então, meu amigo, não queira apenas a ilusão: faça! O amor é a lei, mas o amor sob vontade. Que prevaleça as suas ideias, a sua arte, a sua forma de não viver, que seja, mas se prevaleça, pois a nova era começou: a era em que nós, finalmente, assumimos o direito de viver e morrer como e quando quisermos. A isso estamos destinados.&lt;br /&gt;Viva, viva!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-4909545482799853773?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/4909545482799853773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/08/lei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4909545482799853773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4909545482799853773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/08/lei.html' title='A Lei'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-2619400911516866697</id><published>2010-05-19T18:28:00.001-07:00</published><updated>2010-05-19T18:28:18.930-07:00</updated><title type='text'>Poesia lírica X Letra</title><content type='html'>&lt;p&gt;Talvez, de todas as manifestações artísticas ou culturais que tenham a escrita envolvida, a poesia lírica seja a mais difícil de ser confeccionada. O motivo é muito simples: o lirismo poético expõe uma emoção interpretável pelo receptor dentro de uma forma pré-estabelecida, seja ela um encadeamento nos versos, seja ela o verso em si, que já se mostra como um grande limitador de composições.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguns devem se perguntar “mas, e a música?”. Bem, a música, pelo menos em sua parte textual, não precisa mostrar um sentido coerente muito menos cirúrgico no uso dos elementos técnicos de ritmo, ou seja, a letra musical não precisa ter sentido e, pasmem, não precisa também ter sonoridade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vejam esse exemplo de música:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;“Nunca se vence uma guerra lutando sozinho     &lt;br /&gt;Cê sabe que a gente precisa entrar em contato      &lt;br /&gt;Com toda essa força contida e que vive guardada      &lt;br /&gt;O eco de suas palavras não repercutem em nada&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro     &lt;br /&gt;Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...      &lt;br /&gt;Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo      &lt;br /&gt;Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo”&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="right"&gt;(Raul Seixas – Por Quem os Sinos Dobram)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste primeiro exemplo, o que aparentemente mostra uma força rítmica na música de Raul é o uso das rimas nos dois últimos versos das duas estrofes. Entretanto, se lermos a letra visando a aspectos como as figuras de encadeamento, podemos perceber que existe uma diferença no número de sílabas poéticas de verso para verso, o que, em português claro, representa a quebra do ritmo na letra, diferentemente do caso a seguir:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;“Muitas vezes, Pedro, você fala     &lt;br /&gt;Sempre a se queixar da solidão      &lt;br /&gt;Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro      &lt;br /&gt;É pena que você não sabe não&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Vai pro seu trabalho todo dia     &lt;br /&gt;Sem saber se é bom ou se é ruim      &lt;br /&gt;Quando quer chorar vai ao banheiro      &lt;br /&gt;Pedro as coisas não são bem assim&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Toda vez que eu sinto o paraíso     &lt;br /&gt;Ou me queimo torto no inferno      &lt;br /&gt;Eu penso em você meu pobre amigo      &lt;br /&gt;Que só usa sempre o mesmo terno”&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="right"&gt;(Raul Seixas – Meu Amigo Pedro)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além das rimas nos segundos e quartos versos das três estrofes e, também, da rima consonantal dos primeiro e terceiro versos da terceira estrofe, o encadeamento com nove sílabas poéticas no decorrer da canção dá a ela uma proximidade mais visível à poesia em relação ao primeiro exemplo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se vocês escandirem a música perceberão que o terceiro verso da primeira estrofe aparece com o pé quebrado (termo usado para o verso que se difere no número de sílabas poéticas em uma poesia ou em uma canção). Entretanto, se eliminarmos o vocativo “Pedro” da escansão, o verso se apresentará com a métrica coerente aos outros versos. Ao ouvirem a música, percebam que Raul canta o vocativo fora do ritmo proposto pela letra, como se ele não fizesse parte dela, ficando mais ou menos assim:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;“Muitas vezes, Pedro, você fala     &lt;br /&gt;Sempre a se queixar da solidão      &lt;br /&gt;Quem te fez com ferro, fez com fogo,&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;(Pedro)     &lt;br /&gt;É pena que você não sabe não”&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;A composição de Raul comprovaria que a letra de música e a poesia lírica teriam o mesmo grau de dificuldade. Sim, isso é possível, pois, não só Raul, mas sobretudo Caetano e Chico, em língua portuguesa, têm uma capacidade de emparelhar essas duas manifestações artísticas como poucos, mas esses exemplos representam uma parcela quase nula da composição musical produzida no mundo. Mesmo nos dois exemplos que usamos não há elementos suficientes para os reconhecermos como poesias. Faltam o uso de figuras de linguagem e o direcionamento do texto para a formalização em palavras de uma emoção ou sentimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vejam esse exemplo:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;“Quando Ismália enlouqueceu,     &lt;br /&gt;Pôs-se na torre a sonhar...      &lt;br /&gt;Viu uma lua no céu,      &lt;br /&gt;Viu outra lua no mar.      &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;No sonho em que se perdeu,     &lt;br /&gt;Banhou-se toda em luar...      &lt;br /&gt;Queria subir ao céu,      &lt;br /&gt;Queria descer ao mar...      &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;E, no desvario seu,     &lt;br /&gt;Na torre pôs-se a cantar...      &lt;br /&gt;Estava perto do céu,      &lt;br /&gt;Estava longe do mar...      &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;E como um anjo pendeu     &lt;br /&gt;As asas para voar...      &lt;br /&gt;Queria a lua do céu,      &lt;br /&gt;Queria a lua do mar...      &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;As asas que Deus lhe deu     &lt;br /&gt;Ruflaram de par em par...      &lt;br /&gt;Sua alma subiu ao céu,      &lt;br /&gt;Seu corpo desceu ao mar...”&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="right"&gt;(Alphonsus de Guimaraens – Ismália)&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;Apenas pela leitura, podemos perceber a grande diferença nas aplicações de figuras de linguagem, todas elas motivadas pela necessidade de a poesia se completar pelas palavras, o que não acontece em uma canção, que também pode se apoiar na melodia e nos recursos artístico-rítmicos nela executados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;Hoje vimos uma pequena introdução sobre as diferenças entre a letra de música e a poesia lírica. Com o passar do tempo, exporei outros exemplos até que deixemos bem claras as particularidades dessas duas manifestações artísticas.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-2619400911516866697?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/2619400911516866697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/05/poesia-lirica-x-letra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2619400911516866697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2619400911516866697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/05/poesia-lirica-x-letra.html' title='Poesia lírica X Letra'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-2412631508382286570</id><published>2010-05-03T07:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T07:37:09.358-07:00</updated><title type='text'>Sobre a burrice</title><content type='html'>Nunca fui muito chegado à gente burra. Com o passar do tempo, procurei conceituar esse pejorativo tempo para evitar, o máximo possível, esse tipo de pessoa em meu cotidiano. Em alguns casos, torna-se inevitável, pois o objeto da falta de intelectualidade pode ser alguém fatidicamente ligado à sua vida.&lt;br /&gt;Mas, para explicar com mais clareza o termo “burro”, exporei, agora, os meus conceitos sobre os elementos característicos que, combinados, são inversos a esse que tanto repudio: a informação, a inteligência e a criatividade. Talvez seja melhor exemplificar:&lt;br /&gt;Os informados são, sumariamente, aqueles capazes de reter algum tipo de informação com facilidade. Sua função na sociedade é muito específica, porém, se confundida com inteligência, poderá acarretar em sérios problemas tanto para o informado quando para os que dele dependem. É o caso, por exemplo, de uma pessoa que recebe um cargo de liderança na área pela qual se identifica, mas que não tem o controle de seu departamento. Os departamentos de empresa, em geral, executam mais de uma função-chave e, por isso, é fundamental que o líder, mesmo não conhecendo profundamente tais funções, explore as habilidades de seus funcionários da melhor forma possível.&lt;br /&gt;Os inteligentes, ao contrário dos informados, conseguem se adaptar facilmente a qualquer função, pois a sua principal característica é o método e o trabalho de acordo com a informação que recebe. Portanto, para que uma pessoa possa usar plenamente a sua inteligência, ela deve reter o máximo de informação possível para articular a sua função do modo esperado. Esse é o caso, usando o líder ainda como exemplo, de um chefe de departamento operacional. Não é necessário que ele saiba executar as tarefas de seu subordinado – que é mais competente para fazê-las – mas o mais importante é direcioná-lo para que ele possa usar todo o seu potencial e, por conseguinte, para que ele melhore o rendimento de sua área. Entretanto, um líder apenas inteligente nunca poderá exercer seu cargo em uma área de criação. Aí é que a coisa complica.&lt;br /&gt;Os criativos são aqueles que usam a informação e a inteligência para elaborar algo totalmente novo. Galileu, por exemplo, não pode ser considerado criativo por ter constatado que a Terra gira em torno do Sol, mas sim porque usufruiu os recursos por ele criados para fazer essa afirmativa. A criatividade pode ser usada em qualquer grau por qualquer pessoa, entretanto, a necessidade de inteligência e de informação é o principal fator que torna esse tipo de elemento tão raro em um alto nível. Para não descer do bonde, um chefe de um departamento criativo, além de conhecer e manusear com maestria o material com o qual trabalha, precisa, primordialmente, promover novos produtos, recursos e estratégias para a empresa. É o chefe ou a pessoa ideal? Isso fica para a próxima crônica.Esses três exemplos acima expostos, apesar de inversos, transparecem o meu humilde conceito sobre o que é uma pessoa burra: o informado que elabora método é burro, o inteligente que não se informa é burro, o criativo que não se informa nem elabora método talvez seja mais burro que os dois citados anteriormente. Mas você deve estar se perguntando “E quem possui nenhuma dessas três características, pode ser considerado como uma pessoa burra?”. Não, esse tipo de pessoa é definido como “presidente de empresa”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-2412631508382286570?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/2412631508382286570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/05/sobre-burrice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2412631508382286570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2412631508382286570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/05/sobre-burrice.html' title='Sobre a burrice'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-6987001126813832275</id><published>2010-03-22T15:05:00.001-07:00</published><updated>2010-03-22T15:05:58.070-07:00</updated><title type='text'>Ego fui</title><content type='html'>&lt;p&gt;É… engraçado. Sabe quando você se sente totalmente deslocado em qualquer lugar onde está presente? Sua mente vai, esquece de voltar, e vagueia abertamente por entre luas e estrelas cadentes rumo a um porto por onde descansar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu vivia essa vida. alternava o balançar de minhas pernas com a velocidade de um papa-léguas fugindo de seu penar: a caça vem, a caça corre “não me amole, não me amole”, brada a ave, mas em avês.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nenhum ponto definitivamente era o meu ponto. A confusão generalizada de meus pensamentos não me permitia estar em um local. Era ausente de tanto me quebrar. Era um narrador em primeira pessoa aqui, era um narrador em primeira pessoa acolá, sobrava quase onipresença nas quase prosas dos microcontos. Poesia maluca, concreta geleia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vaguei pelos quatro cantos de todos aqueles cantos que minha preocupada retina poderia avistar. Afinal, qual é o ser? Onde estar? Eu?, me pergunto; não, eu respondo: tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tudo não controlo, tudo não está certo, pois, então, eu me acerto! Como? Simples: se não posso ser onde estou, pois em parte alguma meu rijo corpo vacilou, melhor estar em nenhuma parte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Calma, não se preocupe, não sou autor-defunto, muito menos defunto-autor: apenas fui um narrador com um pouco de dor que deixou de não deixar. Aqui no nada tudo é meio escuro, mas nem chego a me importar. Dos males o menor. Pior seria enxergar o malquisto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pera, pera aí, estou voltando ao normal… Onde está o meu Lexotan? … Bom, agora sim… bem melhor… a tarja novamente, ciclicamente em seu curso, vai, insolente, ficando preta…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Boa manhã para você.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-6987001126813832275?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/6987001126813832275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/ego-fui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6987001126813832275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6987001126813832275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/ego-fui.html' title='Ego fui'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-234642321387237178</id><published>2010-03-21T17:33:00.001-07:00</published><updated>2010-03-21T17:33:26.489-07:00</updated><title type='text'>Lavoura arcaica</title><content type='html'>&lt;p&gt;O trem rasga soturno pela noite conturbada; os pássaros anunciam a aurora outonal na antiga casa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entre ditos e contraditos, surge-nos a figura de um vivo, de um menino, de um pobre qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Bem-me-quer, mal-me-quer, flor pálida. Espalha-te por esses ventos de outrora e me responda se a essência desta nova pétala é herdeira daquela onde meu coração mora, deseja e vigora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Esquece o teu passado: as folhas secas, zumbidas, imperam agora.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-234642321387237178?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/234642321387237178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/lavoura-arcaica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/234642321387237178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/234642321387237178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/lavoura-arcaica.html' title='Lavoura arcaica'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-4769086327683724929</id><published>2010-03-21T15:04:00.001-07:00</published><updated>2010-03-21T15:08:44.442-07:00</updated><title type='text'>Nuvens no remorso</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Nuvens no remorso sólido:&lt;img src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/03/masturbacao-feminina-1.jpg" align="right" width="174" height="240" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Insólito desejo a derramar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Luzes na penumbra funda&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;oriunda da rotina de pensar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Clamo-te um pouco de paz,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Piedade: agora sou saudade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Penso que repenso forte o desejo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;De voltar onde nunca estar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Lâmina, inda e vinda, finda&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mandinga, sussurro de meu ar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mexo que remexo, vejo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Imenso, nuvisco do esforçar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Volto e revolto, mórbido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Insistente, ex-duro a soluçar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ponto e me reponto, sujo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Assistente, abatido no luar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tenho e me tenho ao vento&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;No espelho: solúvel disfarçar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Baixo mole pobre some o intento:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Cantor sou do falso cantar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-4769086327683724929?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/4769086327683724929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/nuvens-no-remorso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4769086327683724929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4769086327683724929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/nuvens-no-remorso.html' title='Nuvens no remorso'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-2196423171934240034</id><published>2010-03-16T04:07:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T04:08:12.552-07:00</updated><title type='text'>Maravilinda</title><content type='html'>Maravilinda, soberana rosa&lt;br /&gt;Inventada palavra flutuante rara&lt;br /&gt;Autoditata, autodenominada:&lt;br /&gt;Sussurra única em verso e prosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verbos vernáculos não são sua ação.&lt;br /&gt;Baladas caladas aladas aliadas&lt;br /&gt;Nominam forte o vocábulo-brasão,&lt;br /&gt;Em paródias inefáveis da sensação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busque, signo linguista, mágica astral&lt;br /&gt;De homônima zodíaca, capazmente pálida&lt;br /&gt;Para definir a cálida terrestre láctea,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois pela aérea arte literata,&lt;br /&gt;Entre letras trancadas e apagadas,&lt;br /&gt;Mímesis réles são pronunciadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-2196423171934240034?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/2196423171934240034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/maravilinda_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2196423171934240034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2196423171934240034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/maravilinda_16.html' title='Maravilinda'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-1071177958059232411</id><published>2010-03-15T03:50:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T03:56:42.111-07:00</updated><title type='text'>O amor e a sorte</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.askdrding.com/wp-content/uploads/2007/09/drag%20queen.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://www.askdrding.com/wp-content/uploads/2007/09/drag%20queen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O amor ideal não é aquele que te faz sentir dor. O amor ideal é aquele que te dá sorte, sorte tamanha que se torna fanha a foice do sofrer. O azul da aurora, o calor matutino e maternal da luz solar, a Vésper preguiçosa do após meio-dia e o dia compensado com a noite serena polida de sereno que te faz coberto de panos e peles: tudo isso é sorte!&lt;br /&gt;Trabalhos, problemas, trancas trancafiando o fiado emprego que é pago no fim do mês e, de mau gosto, nas férias condicionais, o que importa tudo isso se você tem sorte? A sorte nos faz esquecer um pouco das catástrofes, das burguesias, da poesia pobre, dos precipícios horizontais de rodas e de trilhos, das enumerações patéticas de obrigações, quase tão patéticas quanto esta que vos faço, e de todas as borrascas constantes neste mar de gente errante da selva de pedra.&lt;br /&gt;O amor ideal te faz esquecer do &lt;em&gt;homo sapiens&lt;/em&gt;, da cronologia absurda inventada de uma semana repartida em sete partículas de vinte e quatro horas de sessenta minutos cada uma, te faz esquecer de Dostoievski e, em contrapartida, te faz lembrar de Buda, do Nirvana, do equilíbrio após o absurdo de amor e da não humanidade que isso corresponde.&lt;br /&gt;O amor ideal é uma sorte praticamente farsante: ela te maquia, te maquina e te condiciona para uma condição total de amor, como se fosse isso possível, mas tão impossível e real quanto a carta de um tímido à sua ilusão ou quanto o diálogo de um louco com ninguém.&lt;br /&gt;E nesse caminho de ilusão que os amantes se amam, e nesse caminho de fortunas celebradas e infortúnios esquecidos que colombinas e pierrôs se esquecem... Enfim, o amor não chega a ser um transex, mas sim um &lt;em&gt;drag queen&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-1071177958059232411?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/1071177958059232411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/o-amor-e-sorte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1071177958059232411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1071177958059232411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/o-amor-e-sorte.html' title='O amor e a sorte'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-2439663569971544110</id><published>2010-03-10T08:37:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T08:38:26.706-08:00</updated><title type='text'>Coca com pipoca sem choquito</title><content type='html'>Hmmmmm, onde está você, agora, meu queridinho, não deve estar muito longe... Te deixei aqui há pouco tempo, não é possível que tenha fugido... Isso aqui não, isso aqui também não, será que está aqui... Também não...&lt;br /&gt;Meu Deus, onde é que eu te enfiei... Não, não... não me lembro de ter acabado contigo, apenas com aquele anterior... Deixa eu ver... Aqui! Choquito é muito bom com coca... Coca?&lt;br /&gt;Onde será que está a garrafa de coca... Na geladeira não deixei, coca na despensa, coca no armário coca aí na geladeira não, né! Acho que não... Não tem mesmo... Que piadinha sem graça, a coca dois tá lá em cima, mas eu quero a coca um, a coca the first...&lt;br /&gt;Achei? Não, guaraná com chocolate não é bom, bom mesmo é chocolate com coca... Coca? Pi-poca! Guaraná com pipoca é bom... Onde deixei a guaraná mesmo... Ah, aqui... Vou pegar o gelo...&lt;br /&gt;Merda de gelo que não sai... puta que o pariu... não sai, desisto, coloco no freezer e espero... Espera! Freezer, a coca tá no freezer... Entra guaraná e sai coca, e agora, cadê a pipoca?Pipoca no armário! Essa eu não errei... Pipoca com coca?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-2439663569971544110?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/2439663569971544110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/coca-com-pipoca-sem-choquito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2439663569971544110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2439663569971544110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/coca-com-pipoca-sem-choquito.html' title='Coca com pipoca sem choquito'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-7953430137147827936</id><published>2010-03-09T02:24:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T02:30:16.537-08:00</updated><title type='text'>Sobre a particularidade humana e a divisão social</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Não. Definitivamente eu não me prendo a ideias fixas. Isso não quer dizer que procuro o agrado das duas grandes massas que habitam a crosta terrestre (burguesia e proletário), apenas acredito que o que nos envolve e nos prende não é, necessariamente, o imbróglio da classe privilegiada contra a classe carente.&lt;br /&gt;Em minha aprendizagem, a cada papo do dia a dia, percebo que a própria opinião que é minha passa a também ser tua, não deixando e, após largando de ser minha para que a tua seja a ex-outra que se torna a minha.&lt;br /&gt;Eis o meu prazer: a particularidade, tanto nas opiniões quanto em seu rumo ético e étnico. Não podemos definir, claramente, o quão branda será a nossa personalidade ao olhar vizinho, muito menos se nossa opinião lhe será compatível ou compreensível.&lt;br /&gt;É prazeroso não entender a sua esposa, pois, apesar de pertencer à classe das esposas, ela não será a esposa esteriotipada dos comerciais de margarina ou dos produtos congelados.&lt;br /&gt;Que me desculpem às classes culturais e sociais, mas os seus tantos “ais” às vezes me irritam por não serem aqueles ideais para a compreensão da humanidade.&lt;br /&gt;Pontos de vista, sim, mas devagar: o ponto de vista de uma classe não é um ponto de vista particular. O bandido que não é bandido pode ser o bandido, ainda seguido de tráfico e de assassinato, porém, o que esperar do assassino que não é assassino, pois legítima defesa é apenas legítima defesa, e não um crime?&lt;br /&gt;Será que um julgamento parte de uma classe?, eu me pergunto. Será que todas as ações não dependem de um contexto? Quem é o mocinho? Quem é o malvado? Depende. E se você, depois de ter lido este pequeno desabafo, não me entende, então decifra-me, ou te devoro!, pois se não me compreende, automaticamente e, até, redundantemente, entre verbos e advérbios, é meu contraponto.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://qualiblog.files.wordpress.com/2008/06/operarios.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;Os operários, de Tarsila do Amaral&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-7953430137147827936?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/7953430137147827936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/sobre-particularidade-humana-e-divisao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/7953430137147827936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/7953430137147827936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/sobre-particularidade-humana-e-divisao.html' title='Sobre a particularidade humana e a divisão social'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-6722018594912775203</id><published>2010-03-07T15:36:00.001-08:00</published><updated>2010-03-07T15:36:53.864-08:00</updated><title type='text'>Abstrativismo</title><content type='html'>&lt;img align="right" src="http://www.galeriaaberta.com/jaime_reis/slides/Cubismo perfeito.JPG" width="176" height="223" /&gt;  &lt;p&gt;Abstrativismo tátil consola-me   &lt;br /&gt;Envolvendo-m’em abraço    &lt;br /&gt;Por aquilo vai    &lt;br /&gt;Que foi&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-6722018594912775203?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/6722018594912775203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/abstrativismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6722018594912775203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6722018594912775203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/abstrativismo.html' title='Abstrativismo'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-8481951283920345907</id><published>2010-03-07T15:17:00.001-08:00</published><updated>2010-03-07T15:17:29.495-08:00</updated><title type='text'>Sobre a paz de espírito</title><content type='html'>&lt;p&gt;Paz de espírito é algo que a gente procura muito, acha, pensa que não acha, perde, percebe que perdeu, procura novamente, acha, porém acha que a outra era a que valia e acaba perdendo a última também. Não considero essa a verdade absoluta do mundo, entretanto serve de premissa menor para que eu não perca a próxima possibilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Também não reclamemos, pois é certo que os incorretos sofrem um pouco mais com a falta de paz de espírito. Prefiro o meu estado angustiado por um futuro do que o estado de um certo líder de Estado angustiado por conta de seus atos, delatados ou não pelos investigadores, que tanto o fuçam e a outros corruptores, sendo capazmente possível o encontro do próprio rabo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Existem, ainda, em um grau menor, aquele que mente para a namorada, dizendo que foi ao jogo do Corinthians, mas estava com a amante amada; tem o filho de dona de casa, dizendo que para ela, foi comprar alho: segurou uns trocados, parou na esquina, fumou um cigarro. Satisfeito, arrepende-se e diz, incontente, que no dia seguinte não faz. Mente, pois o dia seguinte, a ânsia e a falta de paz pelo vício suplanta a ânsia e a falta de paz pelo alívio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entra, então o maior problema: como mergulhar na paz de espírito, se meu espírito é aflito e sedente de novidade? Se, em um parágrafo invento palavra e, se no outro, a rimo? Acho que a paz de espírito é uma busca sem fim.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-8481951283920345907?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/8481951283920345907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/sobre-paz-de-espirito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8481951283920345907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8481951283920345907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/03/sobre-paz-de-espirito.html' title='Sobre a paz de espírito'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-3693817951727265355</id><published>2010-02-15T13:17:00.001-08:00</published><updated>2010-02-15T13:17:35.782-08:00</updated><title type='text'>Pierrô e Colombina, a marchinha do que combina</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" src="http://4.bp.blogspot.com/_ngXx4tq396g/SagrMV60hcI/AAAAAAAAAMc/QnYyOM1mLkE/s320/pierro-colombina.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Ah, Pierrô, vê se não desanima,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;O bloco ainda não terminou&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;E o Alerquim não veio&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Porque está na Estudantina.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Pobre Colombina,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Que tanto o seu amado esperou;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;O Alerquim está sambando com a Bela,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;E o Pierrô está a servir a Pantaleonina.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Ah, Pierrô, vê se não desanima,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;O bloco ainda não terminou&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;E o Alerquim não veio&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Porque está na Estudantina.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;O Orácio triste que não está com a irmazinha,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Foi pular no bloco do Pierrô e da Colombina.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Ele olhou pro feio; ele olhou pra linda,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;E depois disse que o amor ali combina.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Ele olhou pro feio; ele olhou pra linda,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;E depois disse que o amor ali combina.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Quem ama e que não vê,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Quem ama muito mal,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Vai esperar até o outro Carnaval.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Quem ama e que não vê,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Quem ama muito mal,&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Vai esperar até o outro Carnaval…&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-3693817951727265355?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/3693817951727265355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/pierro-e-colombina-marchinha-do-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3693817951727265355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3693817951727265355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/pierro-e-colombina-marchinha-do-que.html' title='Pierrô e Colombina, a marchinha do que combina'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ngXx4tq396g/SagrMV60hcI/AAAAAAAAAMc/QnYyOM1mLkE/s72-c/pierro-colombina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-330888522370050124</id><published>2010-02-15T11:41:00.001-08:00</published><updated>2010-02-15T11:41:51.712-08:00</updated><title type='text'>El Vagabundo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Desde os tempos mais remotos da curta existência do &lt;em&gt;Homo Sapiens Sapiens&lt;/em&gt;, temos uma figura excessivamente comum em nossas comunidades: o vagabundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Atualmente, temos, em média, um valor aproximado de sete bilhões de pessoas vagabundas no mundo, o que proporcionalmente nos leva a crer que, para cada ser humano, temos um vagabundo, ainda com mais trezentos milhões de folgadinhos esperando a vez de se acomodarem tranquilamente por um período estimado de 75 anos no planeta Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com esses dados, não há surpresa alguma em dizer que em todas manifestações artísticas de todos os países do mundo, o ócio, além de citado, pode se tornar o grande mote de uma história, pintura, poesia ou canção.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No México, por exemplo, o grupo musical com o maior número de &lt;em&gt;covers&lt;/em&gt; pelo planeta, o trio Los Panchos, interpreta pelo dom da voz a história de um vagabundo apaixonado tão prepotente que se diz como “o mundo”:&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Que importa saber quien soy    &lt;br /&gt;ni de donde vengo ni por donde voy     &lt;br /&gt;lo que yo quiero son tus lindos ojos morena     &lt;br /&gt;tan llenos de amor. &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;[…]&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Tu me desprecias por ser vagabundo      &lt;br /&gt;y mi destino es vivir así       &lt;br /&gt;Si vagabundo es el propio mundo       &lt;br /&gt;que va girando en un cielo azul&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;Que importa saber quien soy     &lt;br /&gt;ni de donde vengo ni por donde voy&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muitos dos que leram essa pequena crônica devem ter pensado: e não é que El Vagabundo tem razão!!! Entretanto, o mundo cumpre muitíssimo bem a sua função e graças a ele podemos comemorar o Carnaval e o Ano Novo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma pessoa torna-se ociosa - e, por conseguinte, vagabunda - por conta de uma série de inúmeros não fatores que acontecem no decorrer de sua vida: um dia a mais no feriado, uma greve de ônibus que o impeça de trabalhar, a morte de uma pessoa não tão querida, a dificuldade em aprender algo relativamente simples, enfim, o dom de ser vagabundo pode vir de uma herança genética, entretanto o contexto daquele momento pode ajudar demais para que esse vício apareça em sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se você é ou não que ser um vagabundo, espelhe-se no mundo que El Vagabundo injustamente julgou. O planeta, em momento algum, para de exercer a sua função. O segredo é sempre fazer aquilo que você julga importante para ti ou para a sociedade. Um médico não é obrigado a sempre clinicar, mas se ele jogar uma boa partida de futebol nas folgas, além de fazer um belo favor a sua saúde, também evitará o mau humor e uma goela abaixo de palito no paciente no exame de garganta, uma costura bem apertada de um ponto na cabeça etc.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enfim, o segredo é manter-se ocupado, mesmo que essa ocupação apenas o divirta. Eu, por exemplo, antes de escrever esse simples texto, estava em pleno estado de ócio. Estava muito bom, é verdade, mas melhor ainda foi bater um papo contigo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos vemos no próximo feriado!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ah, olha só o link do vídeo de El vagabundo no YouTube&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://www.youtube.com/watch#playnext=1&amp;amp;playnext_from=TL&amp;amp;videos=vVjGbkcO-iM&amp;amp;v=_5Ef1iDwEVQ" href="http://www.youtube.com/watch#playnext=1&amp;amp;playnext_from=TL&amp;amp;videos=vVjGbkcO-iM&amp;amp;v=_5Ef1iDwEVQ"&gt;http://www.youtube.com/watch#playnext=1&amp;amp;playnext_from=TL&amp;amp;videos=vVjGbkcO-iM&amp;amp;v=_5Ef1iDwEVQ&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-330888522370050124?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/330888522370050124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/el-vagabundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/330888522370050124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/330888522370050124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/el-vagabundo.html' title='El Vagabundo'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-1644405751085760898</id><published>2010-02-13T15:38:00.001-08:00</published><updated>2010-02-13T15:38:29.093-08:00</updated><title type='text'>Carta de confissão</title><content type='html'>&lt;img align="right" src="http://3.bp.blogspot.com/_PPYmKQoHdCk/SSMXMKUtdqI/AAAAAAAAANo/w46VfLZRYhQ/s400/escrevendo.jpg" width="203" height="172" /&gt;  &lt;p&gt;Antes de iniciar o meu relato, quero dizer que tudo que fiz e que vou lhes contar agora foi puramente por instinto. Declaro-me inocente, pelo menos deste crime, pois o fiz apenas pela minha própria defesa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era apenas o início de uma enjoativa noite na cidade de São Paulo. Eu, trancado na escrivaninha de meu quarto com os contos de Poe, estava acompanhado apenas pelos barulhos que o ventilador e que os gatos das histórias extraordinárias produziam. Era apenas mais um pacato fim de semana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No decorrer de cada conto, a cada final surpreendente, minha concentração migrava aos poucos para o mundo paralelo. As vozes que vinham de fora da minha alcova, os corrosivos brados dos animais no cio, até o próprio barulho do ventilador, tudo começava a se esquecer em uma ilusão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A leitura ganhava ares de não leitura. Mergulhava em uma condição que poucos, até então, haviam provado. Achava aquilo muito antipático, como eu posso me abandonar desse jeito? E a vida lá fora, e meus amigos pedindo bis de tantas outras noites paulistanas?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fechei o livro e resolvi subir a ladeira rumo à praça da Matriz, entretanto, de um modo demasiado estranho, não sentia mais as presenças que atrapalhavam minha imaginação. O ventilador girava, as vozes roíam a porta de madeira de meu quarto, porém onde eu estava?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Um banho - pensei - talvez ajude a tirar essa sensação. Ainda em meu quarto de vento morno, despi-me à procura do chuveiro. Abri a porta: o corredor estava vazio. Serpeei descalço pelo corredor, para evitar a quebra daquele falso silêncio, não gostaria de que alguém me visse nu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dobrei o corredor para entrar no escuro banheiro de minha casa. Acendi a luz. Um alerta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pressentia que alguma coisa não estava em sua conformidade. Sem perceber o perigo, cerrei a passagem para o corredor e abri o box do local de banho… Ali estava ela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Calmamente eu a encarei, era ainda inocente, incapaz, sabia que aquela era uma ótima oportunidade. Nunca desejava aquilo, porém após me ver nu, totalmente original em frente a ela, a minha necessidade animal de sobrevivência prevaleceu. Ela estava nua como eu, talvez até imaginasse com a sua limitação os meus pensamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem pensar ao menos uma vez naquela pequena vida e certo de que ela não reagiria ofensivamente a qualquer ação minha, fechei novamente as portas do box e do banheiro e fui calmamente para meu quarto. Devidamente munido e com a serenidade de um verdadeiro assassino, retornei ao ponto de encontro: aquela figura, para o meu alívio, mantinha-se na mesma posição, talvez estaticamente esperançosa de eu não a ter visto da última vez.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu, impiedoso, com um chinelo na mão, matei aquele filhote de barata com apenas um golpe, encarei-a, conferi se realmente estava morta e voltei duas vezes mais sujo para o meu quarto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esta é a minha história, e a conto ainda com aquele ex futuro asqueroso corpo estendido no banheiro de minha casa. Escrevo-a aqui, na mesma escrivaninha onde lia os contos de Poe, também como uma defesa perante a humanidade, pois sei que por mais injusto que seja esse meu crime, muitos de vocês fariam a mesma coisa.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-1644405751085760898?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/1644405751085760898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/carta-de-confissao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1644405751085760898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1644405751085760898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/carta-de-confissao.html' title='Carta de confissão'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PPYmKQoHdCk/SSMXMKUtdqI/AAAAAAAAANo/w46VfLZRYhQ/s72-c/escrevendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-5070156910726528547</id><published>2010-02-07T15:05:00.001-08:00</published><updated>2010-02-07T15:05:10.274-08:00</updated><title type='text'>Golimar, mar, mar…</title><content type='html'>&lt;p&gt;Alguém já viu, por um acaso, a versão indiana de Trhiller, maior sucesso do já saudoso Michael Jackson? Pois é, esse vídeo já corre pelo mundo do YouTube faz algum tempo, tanto que já recebeu algumas versões com legendas etc.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O ator principal do vídeo (o Michael indiano) ficou conhecido como Golimar, por conta do refrão que ele constantemente repete no clipe. Para quem não viu, não perca essa chance:&lt;/p&gt;  &lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:f4fd6f9a-add9-440a-9471-22f00a706456" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="563103b3-19e3-4575-bb50-56c71fd10f30" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TtJRNyPK-lc" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/_F3lvHhNK5dY/S29HJLGnjJI/AAAAAAAAADs/inxKwyE_wMY/video4be1321b9f86%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('563103b3-19e3-4575-bb50-56c71fd10f30'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;383\&amp;quot; height=\&amp;quot;319\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/TtJRNyPK-lc&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/TtJRNyPK-lc&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;383\&amp;quot; height=\&amp;quot;319\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;Créditos ao site &lt;a href="http://www.youtube.com"&gt;www.youtube.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto, parece que os musicais não são a única paixão de nossa estrela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No site de vídeos do UOL (&lt;a href="http://www.tvuol.com.br"&gt;www.tvuol.com.br&lt;/a&gt;) Golimar aparece, praticamente, como um Rambo oriental. Sua performance foi tão surpreendente para mim que não aguentei e resolvi postar a maior cena de ação de todos os tempos. Confiram essa maravilha da sétima arte pelo seguinte link:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://tvuol.uol.com.br/#view/id=melhor-cena-de-acao-de-todos-os-tempos-04021A386ED8813326/user=kzh89dhau3a2/date=2010-02-05&amp;amp;&amp;amp;list/type=user/codProfile=kzh89dhau3a2/" href="http://tvuol.uol.com.br/#view/id=melhor-cena-de-acao-de-todos-os-tempos-04021A386ED8813326/user=kzh89dhau3a2/date=2010-02-05&amp;amp;&amp;amp;list/type=user/codProfile=kzh89dhau3a2/"&gt;http://tvuol.uol.com.br/#view/id=melhor-cena-de-acao-de-todos-os-tempos-04021A386ED8813326/user=kzh89dhau3a2/date=2010-02-05&amp;amp;&amp;amp;list/type=user/codProfile=kzh89dhau3a2/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Afinal, não é só de Literatura que vive o bom homem.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-5070156910726528547?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/5070156910726528547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/golimar-mar-mar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5070156910726528547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5070156910726528547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/golimar-mar-mar.html' title='Golimar, mar, mar…'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_F3lvHhNK5dY/S29HJLGnjJI/AAAAAAAAADs/inxKwyE_wMY/s72-c/video4be1321b9f86%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-7830783296310733597</id><published>2010-02-06T14:38:00.001-08:00</published><updated>2010-02-06T14:38:00.947-08:00</updated><title type='text'>Eu-lírico blue</title><content type='html'>&lt;p&gt; Luz acesa, que tristeza;   &lt;br /&gt;Coca doce no copo, que amargura;    &lt;br /&gt;Ventilador desligado, que frio:    &lt;br /&gt;Nada é tão contraditório assim.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No iluminar da luz sintética   &lt;br /&gt;vejo o quanto o mundo é ruim;    &lt;br /&gt;A coca doce que está no meu copo...    &lt;br /&gt;depois que bebo e aprecio, como tudo,    &lt;br /&gt;fica um gostinho amargo de já acabou.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E esse gosto vive... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ventilador desligado? Frio o meu coração,   &lt;br /&gt;Gelado como não deveria estar, não é Romeu?!    &lt;br /&gt;Nada é tão perfeito que consiga ser perpétuo...    &lt;br /&gt;Que bom, vida, que bom...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_F3lvHhNK5dY/S23vQNm0OoI/AAAAAAAAADY/eydUh1sZ0ZY/s1600-h/Sonho%20c%C3%B3pia%5B7%5D.gif"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Sonho cópia" border="0" alt="Sonho cópia" src="http://lh6.ggpht.com/_F3lvHhNK5dY/S23vQ7opfOI/AAAAAAAAADc/AlEOdVCUm78/Sonho%20c%C3%B3pia_thumb%5B5%5D.gif?imgmax=800" width="379" height="312" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_F3lvHhNK5dY/S23vQNm0OoI/AAAAAAAAADg/I2mj8Oo09gY/s1600-h/Sonho%20c%C3%B3pia%5B3%5D.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-7830783296310733597?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/7830783296310733597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/eu-lirico-blue.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/7830783296310733597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/7830783296310733597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/02/eu-lirico-blue.html' title='Eu-lírico blue'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_F3lvHhNK5dY/S23vQ7opfOI/AAAAAAAAADc/AlEOdVCUm78/s72-c/Sonho%20c%C3%B3pia_thumb%5B5%5D.gif?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-5842307714910519045</id><published>2010-01-31T04:07:00.001-08:00</published><updated>2010-01-31T04:07:59.558-08:00</updated><title type='text'>Literatura high-tech</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px" align="right" src="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/educacao/livros_computador.jpg" width="210" height="163" /&gt;Já não é de hoje que os nossos poetas e escritores abandonam a pena e o caderno para se manifestarem em outras mídias. Tudo bem, vai lá, podemos ver claramente que Chico e Caetano poetam em suas canções, contruções (como a música do Buarque) nada nasaladas como foi a sequência de palavras anterior, mas as suas exposições já não são mostradas por meio da palavra escrita.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora, a caneta bic tem outro rival à altura: o computador. A maioria dos escritores, profissionais ou não, usam desse recurso para dar os seus pitacos sentimentais ou artísticos (O que eu estou fazendo agora?… enfim…), o que, a princípio, não parece ser um divisor de águas para a literatura mundial, pois se trata apenas da mundanças da forma como se usa os dedos para escrever.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas, se notarmos bem as novidades tecnológicas dos últimos anos, vemos que a atividade escrita pelo computador também está mudando os conceitos de leitura e produção textual do cidadão humano. Os blogs, o Orkut, o Twitter e tantas outras mídias virtuais têm a capacidade de moldar a escrita de uma pessoa. Dependendo do instrumento que o escritor usa, ele terá de adaptar aquele texto para que ele seja publicado e faça algum sucesso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos blogs, por exemplo, deve-se tomar imenso cuidado com textos muito prolixos ou rebuscados: as pessoas não os leem, entram no blog para ver mensagens rápidas, objetivas; já no Twitter o negócio é obrigatório – 140 caracteres, não tem jeito, sem saída, escreva logo senão voc… (se fosse um Twitter, esse parágrafo terminaria há um bom tempo).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E muita gente boa tem usado esses recursos para inúmeros fins, desde artistas anônimos (nem tanto) ou emergentes, até aqueles já consagrados pelo seu público, inclusive eu sigo alguns deles em meu Twitter como o Guilherme Arantes e “O Criador”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E é aí que reside a questão: será que essa nova ideia de escrita, de expressão não vai, aos poucos, influenciar a literatura? Será que, depois do Modernismo (não me venham com papo de Pós-modernismo) finalmente estaria nascendo um novo movimento literário compatível com a nossa realidade? Uma literatura high-tech, online, voltada para o que necessitamos da arte de maneira totalmente objetiva? Uma literatura de CorDell? Quem sabe.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-5842307714910519045?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/5842307714910519045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/01/literatura-high-tech.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5842307714910519045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5842307714910519045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/01/literatura-high-tech.html' title='Literatura high-tech'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-5648337897768878945</id><published>2010-01-30T13:14:00.001-08:00</published><updated>2010-01-30T13:14:12.127-08:00</updated><title type='text'>Meia semana</title><content type='html'>&lt;img align="right" src="http://www.abramente.com/img/trabalho1.gif" width="143" height="172" /&gt;  &lt;p&gt;Quarta-feira   &lt;br /&gt;Com cara de quinta-feira    &lt;br /&gt;Com vontade de sexta-feira    &lt;br /&gt;Com fome de pastel de feira:     &lt;br /&gt;Domingo vou dormir.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-5648337897768878945?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/5648337897768878945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/01/meia-semana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5648337897768878945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5648337897768878945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2010/01/meia-semana.html' title='Meia semana'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-3661200559378726209</id><published>2009-11-08T13:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T15:35:20.318-08:00</updated><title type='text'>Oração ao tato</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Poema de Amâncio Ribeiro. O primeiro texto que não é meu, mas gostei e resolvi divulgar (também por estar com pouco tempo para as novidades).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Fascinante tatear implícito&lt;br /&gt;de úmida argila, eu lhe rogo&lt;br /&gt;somente por um momento mais&lt;br /&gt;de acalento em seu sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se agora isso eu imploro,&lt;br /&gt;é de sereno noturno no cais&lt;br /&gt;estar cansado e ressentido,&lt;br /&gt;soturno em meu desejo antigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansado minto na falsa liberdade&lt;br /&gt;de alta maré sombria vagando em&lt;br /&gt;fechados brados tácitos mundo além...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, outra uma vez peço-te febril&lt;br /&gt;rumar a seca derrotada rota da realidade&lt;br /&gt;pelo sedoso barro aquoso daquele rio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-3661200559378726209?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/3661200559378726209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/11/oracao-ao-tato.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3661200559378726209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3661200559378726209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/11/oracao-ao-tato.html' title='Oração ao tato'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-4394754124434251956</id><published>2009-10-11T16:06:00.001-07:00</published><updated>2009-10-11T16:06:43.556-07:00</updated><title type='text'>A última viagem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Era a última viagem daquele homem. Estava um pouco preocupado devido a conturbação dos preparativos, porém estava decidido. Comprou sua passagem há alguns dias e o trem partiria em dez minutos. Em suas malas, as coisas mais simples: a vestimenta para se proteger do frio, algum alimento para o decorrer da viagem e um pequeno caderno, onde guardava todas suas memórias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Para onde ele iria? Ele o sabia muito bem, mas não conhecia o caminho. Era um pouco dependente do trem nesse aspecto. Só ele o levaria para o seu exato destino. Não avisou nenhuma pessoa de sua família: sua esposa, sua filha e seu pequeno neto não sabiam de seu paradeiro. Entretanto, pelos acontecimentos recentes, previram que algo parecido poderia ocorrer. Tristes, sim; surpreendidos, nem tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dois minutos para o trem partir. As nuvens se abraçavam, chovia. Ele se abraçava também, procurava apalpar toda parte de si. Era a última vez que iria se amar, a última vez que diria “eu amo”. Seria para si, seria a recompensa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Um minuto e a vida lhe passava pela cabeça. Dos primeiros passos, passando pela primeira e única namorada e o seu casamento, e sua filha, e seu neto, até aquele momento. “Pra que mais?”, pensava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Faltando apenas vinte segundos, o trem partindo, a vida que ficaria ali... pensou, amou-se mais um pouco, olhou para trás, vislumbrou toda a sua arte composta, todos aqueles momentos... apenas uma lágrima... partiu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-4394754124434251956?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/4394754124434251956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/10/ultima-viagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4394754124434251956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4394754124434251956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/10/ultima-viagem.html' title='A última viagem'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-9179306814537911163</id><published>2009-09-25T03:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T03:43:50.114-07:00</updated><title type='text'>Desassosego de um "Eu-lírico" qualquer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho uma habilidade impulsiva de sonhar. Minha vida cotidiana, meus passos em direção do Norte não tão desejado, em busca de um pote de ouro que nem quero, teimam em me afligir, em me dominar como se fosse um objeto animado da sociedade. Não me considero romântico o suficiente para achar que tudo acabará bem, mas sou humano o bastante para sempre ter intrínseco o sonho de mergulhar no sonho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Redundância, pera lá, mas por quê? Nossa realidade é muito mais óbvia, muito mais enlatada que esse simples pleonasmo onírico: o sonho de mergulhar no sonho é a minha vontade de não mais ser, de me esquecer como se lembra de quando é manhã e noite, de idolatrar aquilo que apenas penso e ser iconoclasta do meu estereotipado pensamento quando eu quiser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quero navegar apenas. E quando sair do barco, que seja quando não quiser mais, quando disser “chega!”, simplesmente, e dizer e dizer, e ninguém me ouvir, sou eu a mim, no diálogo complexo e desconexo de um louco na visão externa, de um apaixonado por entre minhas células.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para mim sonhar não é um direito – é uma necessidade de sobrevivência, como se fosse eu um astronauta à procura de uma saída de sua Via Láctea, como se fosse eu um Pessoa procurando a resposta em um Caeiro, enfim, não consigo me despertar nessa realidade, que me parece tão porca quanto minha redação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Somente no sonho me encontro livre dessa depressão: uma literatura paupérrima, encrespada de discursos e falsos messias. Quero ser o salvador de mim mesmo, num léxico apenas meu, vagando por um axioma conhecido por apenas um.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-9179306814537911163?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/9179306814537911163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/desassosego-de-um-eu-lirico-qualquer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/9179306814537911163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/9179306814537911163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/desassosego-de-um-eu-lirico-qualquer.html' title='Desassosego de um &quot;Eu-lírico&quot; qualquer'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-656030467515293260</id><published>2009-09-23T09:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T09:28:06.455-07:00</updated><title type='text'>Conto tobista</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Era já um pouco tarde quando estava no metrô, voltando pra casa. Aquela aglomeração, não tão grande quanto no horário de pico, mas numerosa o bastante para sentir meu corpo constantemente tocado me deixava irritado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não era pelo contato de suores, muito menos pela maneira rude de os passageiros se comportarem no trânsito, mas aquela sensação de prisão em mim me tornava menos homem, me impedia a posição mais confortável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estava eu lá, de pé, a procura de algo que sabia que não encontraria lá. As pessoas talvez desconfiassem daquilo que eu estava à procura, pela minha expressão ou pelas minhas ações quem sabe. Sentia-me como um desmemoriado: as lembranças não conseguiam atravessar pelas células e nervos de meu cérebro "O que faço, o que faço"! bradava dentro de mim mesmo, porém nem esse grito era capaz de quebrar essas algemas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ponto final, hora de sair. Não sabia se corria, se andava, se parava, se desistia. O ônibus estava a minha espera, eu o via. Ele sairia às onze em ponto. Olhei para o relógio e eram dez e cinquenta e nove: sensação obscura de sobrevivência, como me foi imporante naquele momento. Corria e aquilo que me prendia começava a se evaporar e quanto mais sumia, mais a sensação de prisão aumentava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A três passos da porta do ônibus ele se fechou. "Espera aí", gritei, inconformado com aquela injustiça toda. O ônibus tornou a abrir a porta e entrei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seu interior era vazio. Pude me sentar e refletir muito sobre as coisas que queria fazer da vida, com a intenção de não me dominar por aquela sensação. Os minutos passavam conforme os pontos deixavam de existir no horizonte. "Não me afronte" falava baixinho para o meu carrasco e, tentava dominá-lo a qualquer custo té a chegada ao meu ponto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Finalmente, o ponto desejado. Dali eram poucos passos para minha casa, da minha casa poucos passos para meu banheiro: do meu banheiro, uma sentada para a liberdade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-656030467515293260?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/656030467515293260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/conto-tobista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/656030467515293260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/656030467515293260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/conto-tobista.html' title='Conto tobista'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-8229956155115888687</id><published>2009-09-19T09:39:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T10:01:45.363-07:00</updated><title type='text'>Tobismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Empolgado pelas constantes aparições de novos movimentos literários, musicais, teatrais e tantos outros "ários" e "ais", resolvi, há mais ou menos um ano, criar o meu proprio movimento: algo realmente novo, diferente dessas caretices que vimos hoje, algo que fale do nosso íntimo e do resultado de todas as nossas atitudes: apresento-lhes o Tobismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tobismo nada mais é que a ideologia do toba, palavra oriunda do latim &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: arial;"&gt;tobum&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;, que significa "aquilo que faz sair alguma coisa" e se encaixa perfeitamente à ideia de uma escrita baseada nas doutrinas do desapego, da liberdade de expressão e de expulsão e, principalmente, nas sensações humanas mais benquistas como, por exemplo, o alívio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O toba representa a nossa capacidade de produção, de criatividade, e determina tudo aquilo que é exteriorizado pelo nosso interior. A maior preocupação do tobista é justamente expelir todas as coisas que o incomoda, proporcionando-lhe o prazer tão desejado após minutos ou horas de agonia e sensação de prisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Entretanto, o tobista não necessariamente precisa, apenas, se preocupar com a exteriorização do que lhe preocupa. Ele também pode armazenar novas experiências pelo seu canal de saída por alegria ou necessidade, mas isso não é obrigatório e, particularmente, não aprecio esse tipo de manifestação em mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Enfim, o Tobismo prega tudo aquilo que se pode fazer com o toba e o associa às ações física-intelectuais do ser humano, independente de sua posição em relação ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Portanto, louvemos o nosso toba, pois ele é o reflexo de tudo que somos e fazemos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-8229956155115888687?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/8229956155115888687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/tobismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8229956155115888687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8229956155115888687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/tobismo.html' title='Tobismo'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-6056081844434244732</id><published>2009-09-19T09:37:00.001-07:00</published><updated>2009-09-19T09:37:49.388-07:00</updated><title type='text'>Meia semana</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quarta-feira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Com cara de quinta-feira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Com vontade de sexta-feira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Com fome de pastel de feira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Domingo vou dormir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-6056081844434244732?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/6056081844434244732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/meia-semana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6056081844434244732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6056081844434244732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/meia-semana.html' title='Meia semana'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-1037212184115185603</id><published>2009-09-12T10:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T10:33:27.143-07:00</updated><title type='text'>Sobre a imobilidade do artista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://veja.abril.com.br/111198/imagens/livros5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 140px; height: 137px;" src="http://veja.abril.com.br/111198/imagens/livros5.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;"Sinto uma simpatia por essa gente toda,&lt;br /&gt;Sobretudo quando não merece simpatia.&lt;br /&gt;Sim, eu sou também vadio e pedinte,&lt;br /&gt;E sou-o também por minha culpa."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;(Álvaro de Campos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em artista bonzinho. Até a Cecília Meireles deve ter tido lá os seus desvios de caráter: todo mundo tem, por que uma pessoa engajada com o sentimento e a emoção não teria? Artista, pra mim, é aquele que se movimenta constantemente em busca de alguma porcaria que o acalente, porém será que isso realmente existe?&lt;br /&gt;Tudo me parece um pouco fugaz no artista, até mesmo a ideia fixa de algo. Os artistas vivem mudando suas idéias fixas sem perceber e sua obra nunca é uniforme. Até mesmo os mais regrados em seus costumes literários saem da rota, esquecem um pouco sua imagem consagrada e se arriscam em outros estilos. Machado de Assis também foi poeta, Augusto dos Anjos (sempre ele) já escreveu sobre amor, acreditem!, Manuel Bandeira, por alguns momentos, precisava esquecer que a qualquer momento morreria, e ele teve tantos desses momentos...&lt;br /&gt;Enfim, o artista não pode ser coerente, como ninguém o pode. A centralização, o muro como primeira opção sempre, a falta de personalidade, de um erro, de um precipício não fazem parte do contexto do artista. Ele é o ser que erra, que corre atrás do prejuízo, que não se contenta em ficar parado, preferindo, até, o caminho mais perigoso. O artista é a personificação do risco, da irracionalidade do gênio, do poder pelo não poder e não querer poder: o artista é o acerto e o erro potencializado!&lt;br /&gt;Deixo aqui esse depoimento, que não é uma crônica (tudo isso é muito sério), porque não sinto mais esses valores naqueles que fazem arte. Acabou-se o elemento diferencial, aquele algo mais que nos aguça a ler uma obra ou a ouvir uma música. Onde estão os Lispectors e os Pessoas, nesse mundo onde só vejo pessoas... paradas na rotina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-1037212184115185603?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/1037212184115185603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/sobre-imobilidade-do-artista.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1037212184115185603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1037212184115185603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/sobre-imobilidade-do-artista.html' title='Sobre a imobilidade do artista'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-1450459466585507128</id><published>2009-09-09T06:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T06:24:51.799-07:00</updated><title type='text'>Valor da luz</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Qual o valor da luz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dessa existência momentânea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;que nos reduz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-e a nossa importância-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;a um milésimo já perdido,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e agora outro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e outro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sou! fui...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;sou indo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;fui sendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não entendo, não entendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O que quero, já quis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Hei de querer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não sei: o que, há pouco,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;era certeza,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;passei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E já sou outro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e agora outro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e outro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Qual o valor da luz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;De nossa alma inconstante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;momentos certa, momentos errante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não sei o valor,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;já é outro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e agora outro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e outro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Qual o valor da luz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Talvez, não sei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;o mesmo da lembrança:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;emoção forte que reluz -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;esperança!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Esperança agora outra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e outra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e outra...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-1450459466585507128?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/1450459466585507128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/valor-da-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1450459466585507128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1450459466585507128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/valor-da-luz.html' title='Valor da luz'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-2770475033050763532</id><published>2009-09-04T13:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T13:15:32.191-07:00</updated><title type='text'>O guarda-mor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/SqF08ccdxII/AAAAAAAAACg/yiA4i4tb4Us/s1600-h/sonho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 220px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/SqF08ccdxII/AAAAAAAAACg/yiA4i4tb4Us/s200/sonho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377708011833640066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sou Fernão Lopes, mas resolvi ser o guarda-mor da Torre do Tombo. Caí, afinal sempre foi essa a condição para tomar posse do cargo, e logo no primeiro dia comecei a investigar algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Torre do Tombo, todos os arquivos obviamente estão dispostos na horizontal, a fim de não serem mais danificados com as prováveis quedas estando eles na vertical. Logo, para melhor identificar os documentos e do que eles tratam, precisei averiguá-los deitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi por uma boa perna de horas: analisei toda história, passando pelo nascimento, pelo crescimento e construção até chegar aos dados do tempo presente e constatei que, na maioria das vezes, as informações se apresentavam ilegíveis, também pelo estado do papel conforme sua idade, mas principalmente por alguns apontamentos literalmente apagados, restando apenas as manchas resultadas desse ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconformado, resolvi denunciar o ato de vandalismo à autoridade e ela se comprometeu a investigar o assunto. Passado um longo tempo, recebi, já descrente que receberia, a resposta da autoridade pelo correio. Lá dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acreditava que pudesse descobrir sozinho o culpado de tamanho crime. Como percebi que você ansiava logo por uma resposta, dou-te uma: foste tu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformava com o descaso com o qual a autoridade me tratou. Resolvi deixar pra lá “problema dele; no final, ele acabará me pagando mesmo. Se ele me acusa e não me pune, é porque não tem provas ou não está preocupado”. Indiferente a tudo, sentei em meu posto e comecei a ler um livro de poesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vandalismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração tem catedrais imensas,&lt;br /&gt;Templos de priscas e longínquas datas,&lt;br /&gt;Onde um nume de amor, em serenatas,&lt;br /&gt;Canta a aleluia virginal das crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ogiva fúlgida e nas colunatas&lt;br /&gt;Vertem lustrais irradiações intensas&lt;br /&gt;Cintilações de lâmpadas suspensas&lt;br /&gt;E as ametistas e os florões e as pratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os velhos Templários medievais&lt;br /&gt;Entrei um dia nessas catedrais&lt;br /&gt;E nesses templos claros e risonhos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E erguendo os gládios e brandindo as hastas,&lt;br /&gt;No desespero dos iconoclastas&lt;br /&gt;Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Augusto dos anjos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei o livro, abri um sorriso e pedi demissão do cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-2770475033050763532?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/2770475033050763532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/o-guarda-mor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2770475033050763532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/2770475033050763532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/o-guarda-mor.html' title='O guarda-mor'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/SqF08ccdxII/AAAAAAAAACg/yiA4i4tb4Us/s72-c/sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-1151088734118269963</id><published>2009-09-04T12:36:00.001-07:00</published><updated>2009-09-04T12:38:41.300-07:00</updated><title type='text'>Assim caminha a humanidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/SqFst7_9VgI/AAAAAAAAACY/YD5rczm4Bew/s1600-h/Assim+caminha+a+humanidade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 257px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/SqFst7_9VgI/AAAAAAAAACY/YD5rczm4Bew/s400/Assim+caminha+a+humanidade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377698966512948738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mário Fernandes Miskolczi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-1151088734118269963?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/1151088734118269963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/assim-caminha-humanidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1151088734118269963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/1151088734118269963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/09/assim-caminha-humanidade.html' title='Assim caminha a humanidade'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/SqFst7_9VgI/AAAAAAAAACY/YD5rczm4Bew/s72-c/Assim+caminha+a+humanidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-693111655471868724</id><published>2009-08-23T20:10:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T20:13:10.239-07:00</updated><title type='text'>O reflexo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Uma mulher comum passava por aquela rua do centro da cidade quando se deparou com uma loja de vestuários. Parou em frente à vitrine para admirar os belos conjuntos que talvez nunca possa comprar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Quem me dera se minha patroa abrisse a mão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Logo após a sua queixa, surge, de repente, uma mulher em sua frente e diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Quem me dera se minha patroa abrisse a mão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Por que você para na minha frente e fica me imitando? redarguiu mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Por que você para na minha frente e fica me imitando? Replicou a outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Sai! Para de falar tudo que falo e me deixa ver a vitrine.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Sai! Para de falar tudo que falo e me deixa ver a vitrine.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Sua louca, se não quiser ver sua cara esfolada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Sua louca, se não quiser ver sua cara esfolada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A mulher levanta a mão e parte para cima de sua rival que não deixa barato e também vai ao ataque. Estranhamente, os golpes se coincidem, tendo sempre como destinos as mãos das duas senhoras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Vagabunda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Vagabunda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Por que você faz isso comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Por que você faz isso comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;E por mais que a mulher tentasse acertar outras partes do corpo da outra senhora, sempre esbarrava em suas mãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; - Vadia, tira essa pata da frente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Vadia, tira essa pata da frente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Os transeuntes começaram a se aglomerar para assistir à briga, formando um semicírculo em frente à loja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que humilhação que você me coloca, será que não enxerga?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que humilhação que você me coloca, será que não enxerga?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;De repente, as duas senhoras começam a trocar puxões de cabelos e agarrões. A outra mulher, finalmente, sai de frente da vitrine e desmorona rumo ao meio da rua com sua rival. Assim acaba a história: a mulher e o seu reflexo de vidro rolando pelas vias do centro da cidade, deixando um rastro de amargura e outro de inconsciência.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-693111655471868724?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/693111655471868724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/o-reflexo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/693111655471868724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/693111655471868724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/o-reflexo.html' title='O reflexo'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-3798750242600692016</id><published>2009-08-20T19:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T19:52:06.573-07:00</updated><title type='text'>Curta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pessoas passam nas ruas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;carros no congestionamento conturbado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;traçados travados, truncados,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;regidos todos pel'olhar da Lua:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Alma breve, lúcida e atuante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;na interlúdica sensação confusa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;de prisão.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-3798750242600692016?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/3798750242600692016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/curta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3798750242600692016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3798750242600692016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/curta.html' title='Curta'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-3320675681593263302</id><published>2009-08-17T20:38:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T20:43:02.349-07:00</updated><title type='text'>Desabafo nas Letras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://accel21.mettre-put-idata.over-blog.com/0/09/10/39/apollinaire-coeur.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 233px; height: 254px;" src="http://accel21.mettre-put-idata.over-blog.com/0/09/10/39/apollinaire-coeur.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Existe, talvez, uma pequena possibilidade de me dar bem. Basta alguma coisa muito diferente acontecer no próximo segundo para que eu me motive a sair deste sofá e deste programa de esportes. Suspeito da vontade de tomar uma Coca (será um vício).&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, a capacidade de me movimentar depende de minha movimentação, entretanto, se não me movo, como hei de me mover? Entendo, depois de alguns meses ociosos, o quão ocioso é aquele trabalhador que acabou de se aposentar, um mês quem sabe, e agora resolve dedicar a sua vida, pela manhã, às plantas e, à tarde, aos programas de culinária e de fofocas, muitas delas, aliás, estranhas, mas humanamente plausíveis, dedicadas às personalidades recém-falecidas.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para mim, de fato,  não é bom levar uma boa vida de aposentado aos 20 anos, porém a física não permite a agitação de uma matéria sem a interferência de um outro elemento (ou algo parecido com isso). Então, o que farei da vida? Procurar um emprego até seria uma boa resposta se já não o tivesse feito. Tento, de diversas formas, essa façanha na selva de pedra oriunda do capitalismo selvagem, entretanto a minha condição humana e profissional não permitem muitas alternativas. Procurei emprego de revisor, mas não um revisor de editora porque eles trabalham demais com as letras e tenho preguiça; professor foi outra alternativa, mas preciso preparar aula e... bom, deixa pra lá; vendedor de livros! Esse eu quase fui, mas disse para a selecionadora que não queria vender livros... queria fazer sinopses de obras literárias, mas não qualquer bobagem. Tenho uma leve preferência por Machado de Assis, mas se vier o Pessoa ou o Augusto dos Anjos eu não reclamo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem emprego, poderia talvez tentar algo diferente, como cantar em uma banda, ou participar ativamente de um sarau, mas, pra isso, eu precisaria sair de casa, e aí a coisa complica um tanto.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ler, ler intensamente! Essa seria a melhor resposta se não o fizesse por anos de minha vida e ter ganhado uma constante dor de cabeça por conta disso. De dez livros lidos por mês, passo, agora, a ler somente dois, necessariamente com largo espaçamento entre as linhas e uma fonte que dê para um cego enxergá-la com perfeição.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sobrou, então, escrever sobre a minha falta do que fazer, o que já é um movimento que pode interferir na minha imobilidade. Escrever não é um mal: é a maneira de me ser fiel e, se não me sou fiel na realidade, vigio todo o tempo e espaço de minha fantasia, contando as minhas bobagens em um tempo de sei lá quando, em um lugar no sei lá onde, para uma pessoa sei lá quem, por um motivo sei lá o qual. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-3320675681593263302?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/3320675681593263302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/desabafo-nas-letras.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3320675681593263302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/3320675681593263302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/desabafo-nas-letras.html' title='Desabafo nas Letras'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-8200592946413113028</id><published>2009-08-13T21:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T21:21:51.381-07:00</updated><title type='text'>Conto caipira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Perguntaram para o Vanderlei se ele havia morrido.&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Mas que bobage, meu caro, como hei de está morto se agora memo eu falo co’cê?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- E se você tivesse desmorrido, de repente?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- E lá existe homem desmorto, meu caro?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Claro que exite, pois não é que eu já vi um homem bem desmorrido em minha frente?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Misericórdia, mas quando foi isso?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Ah, foi um dia desses, no cemitério do outro bairro. Tava passando por lá de noite e vi o fantasma do Candinho pulando o muro branco pra assutá as moça bonita do pondo de luxúria, depois fugiu segurando por trás uma camioneta que passava como lesma por conta de uma carga de lenha gigante vinda lá das terra do Julião.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Ué, mas o Candinho morreu a tanto tempo... E por que o diabo tava fugindo das moça que deviam tá muito assustada?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- As moça era umas prima dele, lá do comércio antigo, que cobraram o dinheiro que o maldito devia até pouco antes de morrer... quando viram o desgramado, saíram correndo atrás dele pra vê se arranjava um terreninho lá no céu. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- E você, o que fez quando viu isso?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Sabe que fiquei curioso por demais pra saber se o desgraçado havia desmorrido mesmo. No outro dia, de noitinha, passei de novo pelo cemitério e o diabo tava lá, pitando um galinho do tinhoso.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Aí fui conversá com ele.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- E então?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Então que ele conversou comigo como se fosse naqueles bons tempo que nóis três ficava de conversa fora, na frente do lago, comendo um franguinho assado com arroiz... bons tempo aqueles, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- ô se era... E vocês falaram de mim?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Oxi, e como não íamo de falá! Na verdade, foi ele que falô pra mim que você tinha morrido.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Eita, mas como ele havia de falá um negócio desse... desmorto desgraçado!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Ele falô sim, lembro como se fosse hojinho... dispois que ele falô, eu chorei tanto que nem vi quando ele foi embora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- e o que ele falou?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Ele disse que você tava morto pra gente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Velho safado, hei de pegá esse Candinho na curva pra largá mão de falá desgraça dos outro... ele não perde essa mania, né?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;- Não mesmo, o Candinho não tem jeito!&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Passadas algumas resenhas, os dois amigos se despediram. No dia seguinte, Vanderlei ficou sabendo por Mirlene, esposa do seu caro amigo, que ele havia falecido há alguns dias, vítima &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de um ataque fulminante em frente ao cemitério.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-8200592946413113028?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/8200592946413113028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/conto-caipira.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8200592946413113028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8200592946413113028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/conto-caipira.html' title='Conto caipira'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-7849305702540148250</id><published>2009-08-10T18:57:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T19:12:24.606-07:00</updated><title type='text'>Shakespeare e o uso da personagem “leva e traz”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.wilsonsalmanac.com/images2/shakespeare9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 175px; height: 225px;" src="http://www.wilsonsalmanac.com/images2/shakespeare9.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem preciso informar ao leitor desta humilde postagem que Shakespeare é reconhecido até hoje, após séculos de sua morte, como o dramaturgo mais importante do teatro universal. Seria perda de tempo, também, descrever algumas de suas principais características que o levaram a esse posto, como os fortes traços psicológicos de suas personagens, que as fazem quase tão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; humanas quanto quem as vê, ou como a delicada forma de mostrar o verdadeiro sentido da peça pelos acontecimentos de uma trama menos complexa, assim como em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hamlet&lt;/span&gt;, um príncipe cuja sanidade está em suspeita pelas estranhas atitudes tomadas após receber a revelação de seu falecido pai que Cláudio, atual rei da Dinamarca e irmão do fantasma, era o seu assassino.  Seria o pai de Hamlet uma assombração, como aquelas que tanto ouvimos na nossa infância, ou seria ele o fantasma da dúvida de Hamlet?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, todas essas tramas e sentidos psicológicos ou filosóficos foram exaustivamente dissecados pelos estudiosos de Shakespeare, porém, nada verifiquei sobre uma característica muito interessante na construção das obras do autor inglês: apesar de terem objetivos muito diferentes de peça para peça, algumas personagens tem função parecida na estrutura do texto. Um bom exemplo é a semelhança entre Duncan e Rei Hamlet (o fantasma): am&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;bos são personagens benquistas pelo seu povo e ambos são assasinados por parentes próximos e de grande estima. Suas mortes servem para mostrar a crueldade de seus assassinos e, sobretudo, para aguçar a repulsa do público por essas figuras do mal.&lt;br /&gt;Os exemplos de função de personagens que mostrarei tem um sentido duplamente especial: o primeiro porque essas figuras são constantemente  vistas na realidade,  e o segundo, e principal, é que uma dessas personagens tanto se destacou em uma peça que acho extremamente injusto – porém coerente – que o seu nome não seja também o da obra. Falarei das personagens “levam e trazem”.&lt;br /&gt;Qual dos leitores gosta daquela pessoa que se faz bondosa em sua frente, mas que lhe abarrota de críticas pelas costas? Pode ser seu vizinho, seu amigo, seu colega d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e trabalho, enfim, a intenção nunca será em seu favor, pelo contrário, essas fofocas podem ser até desastrosas para a sua vida.&lt;br /&gt;E se uma pessoa aprovasse suas ações em segredo e, depois, contasse para quem menos deveria saber desaprovando-as? Eis a Ama de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Romeu e Julieta&lt;/span&gt;: - Lindo e de valor! A mulher dizia para a jovem apaixonada; Ele não é tão bonito assim e, imagine, é filho de Montéquio! Dizia para a mãe de Julieta. O fato é que a Ama de Julieta não a queria tão bem assim e foi uma das principais causadoras do triste final do casal.&lt;br /&gt;E se você fosse um chefe não muito querido por alguns subordinados e um dos seus funcionários de maior confiança (por ser você o chefe, claro), soubesse que seu cargo está em risco e, de mansinho, corresse para o colo do suposto novo manda-chuva? Ross, homem de confiança de Macbeth, não quis saber do rei decadente e fez aliança com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Malcom, futuro monarca da Escócia e contra o qual o homem havia se posicionado quando Macbeth assumiu o controle.  Essas, talvez, sejam as personagens que o público mais alimenta o ódio, pois a falta de integridade e de um posicionamento definido faz desses seres parasitas daquele que pode melhor sustentar com o seu sangue. As intenções para essas atitudes, nas peças de Shakespeare,  variam: podem ser por poder, por sobrevivência ou apenas por carência de personalidade, o fato é que são  elas as alimentadoras das tramas e motivos de revolta do público. Portanto, as personagens “levam e trazem” têm valor inestimável na tragédia shakesperiana.&lt;br /&gt;Falta, ainda, falar da personagem “leva e traz” mais mesquinha e  domina&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;dora de Shakespeare: Iago, o alferes de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Otelo&lt;/span&gt;, aquele que foi preterido do cargo de tenente, aquele que suspeita da honestidade de sua esposa com Otelo, aquele que deseja dividir a cama com desdêmona e que deseja a extinção da beleza de Cássio. Para isso, Iago se fez amigo de todas as principais personagens da peça, manejando-as para as  ações que a ele convinha. Manipulou tão bem, louvando e praguejando seus próximos,  que quase conquistou seus objetivos, mas o próprio excesso o condenou, comprovando assim, que sua inteligência não era equivalente ao seu discurso peçonhento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/othello_and_iago.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 197px;" src="http://www.cella.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/othello_and_iago.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apesar do fracasso, não desmereçamos Iago. Sua importância em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Otelo&lt;/span&gt; é digna de o considerarmos protagonista real da história, pois a tragédia circunda sua figura tanto quanto ou mais que a personagem homônima da obra. Shakespeare, em sua genialidade, consagrou Otelo com o título da tragédia por ser ele (ao contrário de Iago) um representante  de caráter digno e de boa aceitação do público, entretanto é Iago aquele que melhor representa Otelo, pois ele personifica, com clareza,  os dois temas principais da trama: o orgulho e a inveja.&lt;br /&gt;Shakespeare olhava todo seu cotidiano para formar suas personanges. Shakespeare é considerado um artista atemporal. Portanto, observe você também as personagens de seu dia-a-dia, pois, entre elas, pode haver um “leva e traz”.&lt;br /&gt;Proponho agora um bom exercício de memória: quais personagens, na história da ficção (vale tudo, até novela) fazem o papel de “leva e traz”? Comentem e discutam à vontade, pois da discussão nasce a resposta (ou a tragédia).&lt;br /&gt;Tchau!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-7849305702540148250?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/7849305702540148250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/shakespeare-e-o-uso-da-personagem-leva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/7849305702540148250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/7849305702540148250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/shakespeare-e-o-uso-da-personagem-leva.html' title='Shakespeare e o uso da personagem “leva e traz”'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-5779751286392624243</id><published>2009-08-08T21:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T21:57:37.277-07:00</updated><title type='text'>France</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada, com exceção de France. Nunca, talvez, tenha sido considerado um gênio, pois não o é; nunca sequer foi chamado de esforçado, pois, talvez, realmente não o seja, entretanto France desenhava belamente a imagem e a personalidade caricata das pessoas em sua volta - sabia, com a exatidão de um sábio hinduísta, o ponto de inquietação de qualquer transeunte, mesmo que seja ainda mais um transeunte qualquer; emparelhava o rascunho mal-feito da alma com o projeto mal terminado de sua fonte de inspiração, tudo isso, no tempo suficiente para surtir, nos outros, uma gargalhada ou um sorrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;France nunca foi bom com palavras escritas, realmente, mas o que dizer das palavras faladas? A história, na boca de France, era literatura clássica, crônica do Veríssimo, soneto hiperbólico de Camões, numa contação algutinada por não sei o quê e de onde veio... Era mágico ouvi-lo, simplesmente, ao tempo tão alegremente bem perdido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;France cresceu e queria ser Ismália, mas das duas, poderia escolher apenas uma: deixou a Lua do mar e foi para a Lua do céu, por uma conjunção de nuvens e paixão bem ornadas... Deixou de desenhar e contar para cantar com a voz e com os dedos, suprindo, assim, a fome dos desejos com canções de galanteios, de ferocidades, de calmarias e de tempestades, de acordo com seu lirismo, com um abismo de diferença ao lirismo que o artista qualquer tem crença... France é o sentimento congratulado pelo ser humano simples e assustado com o mundo, com o tudo. France é o artista de seu público.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje, esse grande músico ao qual tanto aprecio faz música onde gostam de ouvi-lo tocar, não tem o crédito de um Chopin nem a fama de um Roberto, mas, como eles, faz arte sem a pretensão de usar seu coração como instrumento de crédito. Deixo, agora, de falar sobre France para dividir uma boa conversa com o meu velho e bom amigo Renan.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para vocês, o meu braço aberto e minha promessa que, a partir de agora, toda semana, algum texto eu acerto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-5779751286392624243?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/5779751286392624243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/france.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5779751286392624243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/5779751286392624243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/08/france.html' title='France'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-458388711661165179</id><published>2009-07-31T20:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T21:13:26.992-07:00</updated><title type='text'>Uma pequena lista de sucessos da Motown</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Conforme prometido, farei aqui uma lista, bem simples, de alguns sucessos da Motown. Peço também a contribuição dos leitores para que tenhamos uma boa base do que foi produzido pela música negra americana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Jackson Five&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ben&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- I want you back&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- I'll be There&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Diana Ross&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- I hear a Symphony&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Stop, in the Name of Love&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Reflections&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Someday We'll be Together&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ray Charles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Georgia on my Mind&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Hit the Road Jack&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- A Song for You&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- I Can't Stop Loving you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Lionel Ritchie&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- We are the World&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Endless Love&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Hello&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Say You, Say Me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Stevie Wonder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Yester You, Yester Me, Yesterday&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Lately&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Superstition&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- I Just Call to Say I Love You&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Isn't She Lovely&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Marvin Gaye&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ain't No Mountain High Enough&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Let's Get It On&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- You are Everything&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tina Turner&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Simply The Best&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- We Don't Need Another Hero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Private Dancer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por enquanto é isso. Semana que vem, farei uma coluna especial sobre um grande artista, não percam!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-458388711661165179?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/458388711661165179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/uma-pequena-lista-de-sucessos-da-motown.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/458388711661165179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/458388711661165179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/uma-pequena-lista-de-sucessos-da-motown.html' title='Uma pequena lista de sucessos da Motown'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-8924339337738734856</id><published>2009-07-18T20:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T21:35:06.895-07:00</updated><title type='text'>Motown: a música negra em seu merecido lugar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cdn.sheknows.com/celebrityphotos//2009/06/diana-ross-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 193px; height: 240px;" src="http://cdn.sheknows.com/celebrityphotos//2009/06/diana-ross-2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Faria, para essa semana, uma postagem sobre a influência de Diana Ross sobre Michael Jackson, desde suas m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;úsicas até a aparência física e a expressão pueril que ambos apresentam no palco. Entretanto, na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sexta-feira (19), assisti a uma entrevista no Programa do Jô de um grupo de excelentes cantoras que homenageavam a Motown pelos seus 50 anos de existência. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais que uma gravadora, a Motown representa a valorização da música negra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; americana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; em todo o globo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não tive dúv&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;idas, esse seria o tema dessa semana&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Influenciada, principalmente, pelos spirituals - Composições de caráter religioso feitas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;pelos negros vindos da África na época da escravidão americana - a música negra passou por diversas variantes e barreiras até ser aceita pelos brancos como um estilo musical de valor. A Motown contribuiu para essa aceitação com a revelação de vários artistas, muitos conhecidos até hoje pela nossa grande massa: Michael Jackson (que iniciou sua carreira com a banda Jackson 5), Stevie Wonder, Diana Ross etc. Outros, apesar de serem menos conhecidos por nós - Marvin Gaye, Lionel Ritchie e outros - têm suas músicas gravadas em nossas memórias, sem, ao menos, sabermos disso. Algumas canções, por exemplo, como I Heard It Through the &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Grapevine, são tocadas até hoje em comerciais, novelas ou são regravadas em versões remixadas.&lt;br /&gt;Escrevo hoje, não pela informação, mas pela sua busca: resgatar a Motown significa diminuir o retrocesso da música contemporânea e retomar o gosto popular pela qualidade vocal e artística, marcantes nas interpretações desses artistas.&lt;br /&gt;Prometo, em breve, uma pequena lista englobando algumas músicas que ficaram marcadas pelos cantores da Motown. Por hoje, isso é tudo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-8924339337738734856?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/8924339337738734856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/motown-musica-negra-em-seu-merecido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8924339337738734856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/8924339337738734856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/motown-musica-negra-em-seu-merecido.html' title='Motown: a música negra em seu merecido lugar'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-6337631830444716782</id><published>2009-07-09T20:52:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T22:45:21.457-07:00</updated><title type='text'>Exemplo de uso de palavra na composição poética</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/Sla8MfIjlYI/AAAAAAAAABI/LNdd0qzBxbk/s1600-h/Vinicius_de_Moraes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 185px; height: 212px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/Sla8MfIjlYI/AAAAAAAAABI/LNdd0qzBxbk/s320/Vinicius_de_Moraes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356675729505621378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A palavra, no aspecto funcional, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;é o código falado ou escrito que representa determinado objeto, ação, característica, sentimento etc.. Entretanto, na poesia, podemos defini-la como o instrumento pelo qual &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;seu apreciador é desligado de sua representação física &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;– seja escrita ou oral – voltando-se para a sensação que esse objeto “esquecido” proporciona.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os artifícios usados para esse fenômeno alternam entre a sonoridade do termo e a sua variação de significado. O soneto a seguir, de Vinícius de Moraes, servirá para aprofundarmos cada um desses recursos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Soneto do Amor Total&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amo-te tanto, meu amor... não cante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O humano coração com mais verdade...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amo-te como amigo e como amante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Numa sempre diversa realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amo-te afim, de um calmo amor prestante&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E te amo além, presente na saudade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amo-te, enfim, com grande liberdade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dentro da eternidade e a cada instante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Amo-te como um bicho, simplesmente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De um amor sem mistério e sem virtude&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com um desejo maciço e permanente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E de te amar assim, muito e amiúde&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É que um dia em teu corpo de repente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hei de morrer de amar mais do que pude.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para exemplificar o uso de palavras com recursos sonoros, não precisaremos passar do título do poema: Soneto do Amor Total. Soneto é uma composição poética de 14 versos, sendo distribuídos – pelo menos no estilo latino – em 2 estrofes de 4 versos (quartetos) e duas estrofes de três versos (tercetos), mas, se dividirmos a palavra em 2 partes – “son”, “neto” – perceberemos que a partícula “son” nos remete aos termos “som”, “sonoro”, “&lt;i style=""&gt;song&lt;/i&gt;”, se partimos para o inglês, entre outros, dando ao leitor, inconscientemente, a sensação de algo musical; a partícula “eto” é conhecida também por ser um determinante de diminutivo, logo “soneto”, além de ser uma palavra sonoramente bela, dá a impressão de algo brando, musical, romântico... Talvez a impressão sonora da palavra seja a razão pela qual a predominância dos sonetos seja de temas lírico-amorosos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Outro exemplo, ainda no título, é a palavra total: além de seu significado, associando-se com o absoluto, com o infinito, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;sua sequência de fonemas dá a impressão de um crescimento emotivo, como um funil reverso, iniciado pela partícula “to” que soa como algo fechado, preso, sem espessura, e finalizado pela partícula “tal” que, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;posposta a “to”, aparenta a liberdade, o livre arbítrio daquela prisão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O título, portanto, “Soneto do Amor Total”, apresenta o poema como uma canção branda, libertadora, preparando, dessa forma, o leitor para o tema do amor absoluto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quanto ao uso da palavra com intenção significativa, o primeiro verso da terceira estrofe –“Amo-te como um bicho, simplesmente” – é um excelente exemplo. O termo “Amo-te como um bicho” representa não só a comparação de seu sentimento com o de um animal, mas também esconde, por metáfora, seu amor instintivo, por impulso, dando a entender que esse sentimento é algo natural e, por ser natural, feroz, sedento, assim como deve ser a vida, afirmando, indiretamente que o amor é algo preciso para a sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O verso é terminado pelo advérbio “simplesmente”, acentuando esse amor instintivo como algo puro, sem complexidades, porém necessário para o eu-lírico e para a pessoa a quem é dedicada a declaração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial"&gt; Análise simples, mas esclarecedora. Poderíamos exaltar vários exemplos de uso de palavra na composição poética, inclusive nesse soneto, entretanto, navegar é preciso. Boa semana a todos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-6337631830444716782?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/6337631830444716782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/exemplo-de-uso-de-palavra-na-composicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6337631830444716782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/6337631830444716782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/exemplo-de-uso-de-palavra-na-composicao.html' title='Exemplo de uso de palavra na composição poética'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/Sla8MfIjlYI/AAAAAAAAABI/LNdd0qzBxbk/s72-c/Vinicius_de_Moraes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597057758928382658.post-4245137307510751680</id><published>2009-07-02T20:26:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T07:04:34.467-07:00</updated><title type='text'>Sobre a criação poética</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/Sk17E_dk1NI/AAAAAAAAABA/X4bCGTOjFuM/s1600-h/Poesia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 159px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/Sk17E_dk1NI/AAAAAAAAABA/X4bCGTOjFuM/s320/Poesia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354070857698563282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; Atualmente, muito se tem questionado sobre a presença de um grande poeta ou de um grande movimento artístico oriundo da poesia capaz de trazer, novamente, ao público, o interesse pela leitura de textos em forma de poema. A evolução de outras manifestações artísticas, como o cinema e a música, que, aparentemente, são mais trabalhosas e despertam de modo mais efusivo o sentimento do espectador ou ouvinte, muito contribuíram para o abandono da poesia, considerada por alguns superficial, antiquada e de fácil produção. Entretanto, para se produzir um bom texto poético, não basta apenas o bom uso de rimas e de metáforas: é necessário o estímulo à compreensão emotiva de seu apreciador.&lt;br /&gt;A boa poesia tem, em seus versos, aquilo que o ser humano não consegue descrever com fidelidade, mas sente, instintivamente, pela capacidade interpretativa de seu inconsciente; ou seja, a boa poesia é aquela que desperta. Para tanto, é preciso, além das técnicas poéticas que ajudem na compreensão emotiva, a escolha precisa dos termos capazes de proporcionar aquele frio na barriga ou aquele aperto no coração, tão gostosos quando lemos um bom poema.  A boa poesia é matéria para poucos e, hoje, para quase ninguém.&lt;br /&gt;Talvez, a falta de um artista capaz, de um verdadeiro poeta, seja o motivo da triste situação da poesia contemporânea e de seu julgamento feito pelo grande público. Semana que vem, aprofundarei um pouco mais o tema e darei um bom exemplo de escolha de palavra na produção poética. Por hoje, é isso!&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597057758928382658-4245137307510751680?l=sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/feeds/4245137307510751680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/sobre-criacao-poetica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4245137307510751680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597057758928382658/posts/default/4245137307510751680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sobretudopoucovistomasbenquisto.blogspot.com/2009/07/sobre-criacao-poetica.html' title='Sobre a criação poética'/><author><name>Mário Misk</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03510697348973493172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_F3lvHhNK5dY/Sk17E_dk1NI/AAAAAAAAABA/X4bCGTOjFuM/s72-c/Poesia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
